sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Eu julgo, sim.

Não se julga um livro pela capa
Ué, eu julgo, sim. Um livro pode e deve ser julgado pela capa. Você começa a devorar uma comida com os olhos, que nem um livro (tecnicamente você o devora todo pelos olhos, mas enfim, vocês entenderam, né?). Precisamos dar um pouco mais de importância para essa parte tão importante do livro.
Eu julgo o livro de três maneiras (consideremos a situação: estou na livraria e um livro me chama atenção):
ARTE DA CAPA
Para mim, tem que ser trabalhados os significados (que entenderemos lendo o livro). A imagem tem que ser bonita (óbvio) e que desperte a curiosidade. O título tem que ser maior que o nome do autor (por favor, editoras, leiam isso). Também é legal trabalhar com texturas, como no "Menino do Pijama Listrado" [John Boyne, Cia. das Letras], que a capa é áspera, como um tecido grosseiro (que o Shmuel  usa, tem que ler o livro pra saber o porquê), além da fonte que brica com a infantilidade e dá um ar mais rústico com as falhas. Não dá pra ver na imagem, mas a capa é muito rica em detalhes, a costura da roupa é muito trabalhada e a luz também ficou ótima.
Outro livro com a capa interessante é  "A Menina Que Roubava Livros" [Markus Zuzak, Intrínseca]. Pode não ter significado nenhum quando você pega, mas logo no início você entende (capas são abertas a interpretações, ok? Não sei se fiz a mesma que você fez rs). Não vou falar a minha também por que se quiserem entender é só ler. Enfim.









TÍTULO
Sim, o título. Tem que ser um título impactante, que nos deixe curiosos. Por exemplo: "O Menino Do Pijama Listrado, o que isso quer dizer, porque esse nome?" A Menina Que Roubava Livros: "Como assim? El.a roubava, de onde? Se é uma história com esse título, por que se passa no Holocausto?", enfim.

SINOPSE
São poucos os livros que eu leio por causa da sinopse, normalmente é pelos motivos acima. Mas a sinopse tem que estar entre o spoiler e àquela sinopse nada reveladora. Vai entender.







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